A psicoterapia psicodinâmica é um instrumento que facilita o autoconhecimento e a ampliação do campo do pensamento, assim como a transformação pessoal e a busca de um sentido de vida.
Esta abordagem terapêutica assenta na crença de que o nosso comportamento é determinado por processos mentais inconscientes. Estes processos são, na sua maioria, constituídos durante a infância.
Os métodos de adaptação ao mundo e aos outros, desenvolvidos enquanto crianças, resultam de uma relação de total dependência dos pais ou de uma marcada ausência de laços afetivos. Como tal, podem já não ser eficazes quando nos tornamos adultos. Por esta razão, a infância e as relações com os pais ou outras pessoas de importância crucial para o desenvolvimento emocional da pessoa são muitas vezes o ponto de partida do encontro terapêutico.
É a relação com o psicoterapeuta que permite à pessoa tornar-se consciente dos seus mecanismos de defesa desajustados. Apesar de terem servido um propósito no passado, estes mecanismos, outrora relevantes e úteis, tornam-se agora obsoletos e até mesmo impeditivos de uma adaptabilidade a uma realidade atual distinta. Apercebendo-se de que dispõe de uma multiplicidade de novos recursos e opções, a pessoa torna-se mais capaz de resolver os seus problemas com base numa reforçada confiança na sua maturidade e independência actuais.
Esta nova percepção promove na pessoa um maior auto-conhecimento e uma maior tomada de consciência de como gere a sua relação consigo própria e com os outros. O seu bem-estar irá refletir-se numa maior qualidade de vida, liberdade e flexibilidade para enfrentar futuros desafios.
A psicoterapia psicodinâmica privilegia a dinâmica da relação cliente/terapeuta num ambiente seguro, de total aceitação e empatia.
Sendo a psicoterapia um esforço concentrado para criar significado onde há ansiedade, confusão ou vazio, a confiança no seu terapeuta é fundamental, pois é a dinâmica dessa relação – cliente/terapeuta – que determinará o sucesso do processo terapêutico.

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